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quarta-feira, janeiro 14

resquícios parisienses # castelo dos sonhos

cinema # "changeling"



Fui ao cinema!
Tive um tempinho e fui ver "A Troca", com a Angelina Jolie a fazer um papel a que nada estamos habituados: o de mãe.
Angelina surge no grande ecrán transformada em senhora de bem dos anos 30. Nada sexy, nada sensual, nada "carnal".
Gostei imenso da sua interpretação na busca do seu filho. Nervosa, austera, concentrada e compenetrada. Apesar de não se destacar assim tanto a sua personagem, penso que Angelina enfrentou aqui um belo desafio de interpretação.
Se tivesse que destacar alguém ou algo, destacaria sem dúvida a própria história. Numa palavra: perturbante!
Adorei a "cor" do filme! Os carros, a cidade, as pessoas, as roupas, o eléctrico... visualmente gostei bastante.
É certo que o filme é muito parado, mas por dentro senti-me muito agitado e revoltado ao longo de todo o filme.
Seguramente a não perder.

Christine Collins (Angelina Jolie) um dia regressa do trabalho e o seu filho desapareceu. Christine nunca poderia antecipar o sofrimento desse momento e como iria mudar a sua vida para sempre. Nos meses que se seguem, desencadeia então uma busca imparável. E, quando toda a esperança parecia perdida, Christine pensa que as suas preces foram ouvidas, ao aparecer um rapaz que diz chamar-se Walter. Christine leva Walter para casa, após todo o mediatismo do encontro, mas começa a duvidar que aquele seja efectivamente o seu filho. Com a dúvida instalada no seu coração, o desespero de Christine não esmorece e ela continua à procura de respostas, num sistema que tenta a todo o custo calá-la. Acaba por ser internada num hospício mas...

terça-feira, janeiro 13

segunda-feira, janeiro 12

O meu fim-de-semana foi assim

No sábado nada de relevante a relatar. Estive o dia praticamente todo de molho a recuperar de uma ida ao dentista!
No Domingo fui ver o meu Murteirense dar um banho de bola ao Carcavelos.
A perder por 1-0, rapidamente demos a volta por cima e acabámos com uma vitória por 2-1 e com o 3º lugar no pódio da classificação.
A seguir ao Murteirense o programa era ir a casa do vizinho polícia ver o Glorioso. Não aconteceu.
Repensei as minhas opções e entre ir ao estádio da luz , desculpem, Estádio da Luz, e ir assistir ao jogo em casa de um polícia que também é do Sporting casado com uma fulana do FêCêPê é demasiado óbvia a resposta né?
E lá fui!
Ganhámos.
Ainda fui cravar um frango assado a casa de uns amigos e ver o grande Trofense atrofiar as contas do campeonato outra vez.
E eu agradeço, o atrofio e o frango!

domingo, janeiro 11

80



Não tenho por hábito escrever ao Domingo, mas hoje é um dia muito especial: Tintin faz hoje 80 anos!

Nos primeiros dias de Janeiro de 1929, o jornal belga Vingtième Siècle incluiu um discreto anúncio. Em fundo, as cúpulas russas; em primeiro plano, um jovem de perfil, com uma cabeça redonda, nariz saliente, grandes sobrancelhas e cabelo rebelde caído para a testa. Calçava sapatos enormes e usava um fato de golfe aos quadrados. Na legenda: “Acompanhem, a partir da próxima quinta-feira, as extraordinárias aventuras de Tintin, repórter, e do seu cão, Milou, ao País dos Sovietes.”
Dito e feito: a 10 de Janeiro começou a ser publicada no suplemento infantil Petit Vingtième a primeira aventura daquele que se tornou um dos maiores ícones da BD mundial. Hergé entregava duas pranchas por semana, articulando gags e situações durante 69 episódios semanais, sem saber verdadeiramente até onde a narrativa o levaria e ao seu herói.
De onde lhe veio a ideia? A resposta de Hergé, numa carta enviada a um admirador, é de uma simplicidade tocante: “A ‘ideia’ da personagem Tintin e do tipo de aventuras que ele ia viver ocorreu-me, creio, em cinco minutos, no momento de esboçar pela primeira vez a silhueta desse herói: isso quer dizer que ele não tinha habitado os meus verdes anos, nem mesmo em sonhos”. Mas tem o cuidado de fazer uma ressalva: “É possível que eu me tenha imaginado, em criança, na pele de uma espécie de Tintin: nisso, mas apenas nisso, haveria uma cristalização de um sonho, sonho que é um pouco o de todas as crianças e não pertença em exclusivo do futuro Hergé”.

in Jornal Público