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segunda-feira, abril 30

futebóis # Afinal temos taça!

Apesar de todos dizerem que não, lá no fundo, no fundo, os benfiquistas continuavam a ambicionar o campeonato. Com o resultado de ontem, é tempo de dizer "p'ró ano há mais, e que o pessoal seja campeão!".
O empate deixa-nos arredados do título. Não acredito que o FêCêPê perca mais pontos, que os lagartos não ganhem um dos jogos e mais difícil ainda, que o Benfica vença os jogos todos.
Por muito que me custe admitir isto, uma equipa que não consegue "limpar" os outros candidatos no seu próprio estádio não merece ser campeão.
Mas... eu posso ainda ter uma outra alegria!
Amanhã vou assistir à final da Taça de Loures! Onde o meu Murteirense disputa o previlégio de erguer este troféu, que tem este ano a sua primeira edição!
E devo dizer que... já está ganho!

quinta-feira, abril 26

Morreu!

Morre lentamente quem não viaja; quem não lê; quem não ouve música; quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, quem não se arrisca a vestir uma nova cor, ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão; quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos sem bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás dum sonho, quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar
Pablo Neruda

O disco do meu portátil morreu de repente!
Não avisou ninguém, simplesmente pifou!
Perdi um ano e meio de trabalho e 100€!
O que em nada me agradou!

terça-feira, abril 24

dia do design # Almada Negreiros II

ALMADA NEGREIROS E O CARTAZ PUBLICITÁRIO
exposição portuguesa em sevilha

A imagem representada no cartaz aqui apresentado foi prémio do concurso de cartazes para a Representação Portuguesa na Exposição de Sevilha de 1929. O objectivo a que o autor se propôs, e conseguiu com este vencer o concurso, foi marcar a Exposição de Sevilha em Portugal de uma forma popular e artística, fazendo com que esta forma de propaganda se tornasse no suporte gráfico da época com maior visibilidade do Estado Novo.
A imagem feminina aqui representada caracteriza um personagem característico do panorama social da época, uma varina. Esta representação adopta uma forma estilizada segurando um escudo com as cinco quinas da república portuguesa, era uma original alusão ao real, obedecendo às características por todos seguidas na década de propaganda ao Estado Novo, através de uma relação evidente com os símbolos nacionalistas através da representação das quinas da bandeira nacional.
Este cartaz foi desenhado no ano anterior ao da exposição em terras espanholas, tendo então, sido impresso e publicado no ano da exposição, do qual foram impressos 5000 exemplares na Empreza do Bolhão, no Porto. Este cartaz faz parte da colecção de cartazes publicitários da Empreza do Bolhão, actualmente propriedade do grupo Higifarma. Esta colecção é extremamente significativa e representativa do que se fazia na época em termos gráficos e é um espelho da sociedade da primeira metade do século XX.
Utilizou-se como técnica de impressão a Litografia, numa época em que a Empreza do Bolhão passava por um período de modernização a nível de impressão.
Este cartaz comemorativo tinha um formato de 99x70, o que significa que já por esta altura se tinham preocupações para com o desperdício de papel utilizando já então um formato standard na impressão deste tipo de cartazes.
Como se percebe pelo mapa cromático utilizado na concepção do cartaz, percebe que o autor tentou também representar o que o nosso país tem de melhor: o sol, aqui simbolizado pela enorme mancha de amarelo, um tom quente por excelência, e o mar, caricaturado pela mancha de azul.
© C.R. 2007


Cartaz para a “Exposição Portuguesa em Sevilha”.
Colecção da “Empresa do Bolhão”.

Ano: 1929

sábado, abril 21

Pior que apanhar trânsito na ponte!


Entrei no edifício das Finanças por volta das 15h. Tirei a minha senha e dirigi-me ao piso 2.
Esperei mais ou menos 20 minutos. Quando me chamaram, nem me deram tempo para dizer boa tarde, indicaram-me logo o balcão do lado.
- O sr. tem que se dirigir ao IMT. Isto não é IMI.
- Mas eu...
- Sim, eu percebo. É com o meu colega. Vou transferi-lo.
- Mas...
- A seguir. Número cinquenta e sete. Senha "A57"!
Esperei mais uma hora e meia.
Qunado me dirigi ao balcão do lado, diz-me aquela fantástica besta que me atendeu.
- Ah, pois... isto é com a minha colega do IMI.
- Nem quero saber e vou fingir que não ouvi! Depois de quase hora e meia à espera afinal o sr. diz-me que é aqui ao lado?
- Ah pois, eu percebo. Deixe-me falar com o meu chefe.
E lá esperei eu mais uns largos minutos.
Conclusão:
Para resumir, o tal chefe, mais uma besta, insinuou que havia um erro de inserção de dados.
E pergunto eu:
- Afinal quem insere os dados nos computadores? Sou eu que entro pelo balcão dentro ou são aquele rebanho de bestas que passam os dias a chupar os euros que eu desconto do meu ordenado?
Depois de uns tons de voz mais elevados, da parte a parte, claro, só não chamei o chefe da repartição de finanças por... sei lá! Tinha fome, isso sim. Queria era sair dali o mais depressa possível.
Depois de ter resolvido o problema inicial e depois de me terem arranjado mais 3 ou 4 para resolver diz a primeira besta:
- Ah então boa tarde e desculpe lá a confusão é que estamos no fim do dia.
- Meu amigo, para mim o fim do dia não é às 4 e meia da tarde. E se o sr. está cansado eu também estou. E tenho a certeza que já almoçou. E eu estou praticamente em jejum e não me viu chegar aqui e começar a insunuar que tentei ludibriar o estado português. E mesmo que eu não estivesse cansado, não sou obrigado a levar com o seu mau humor só porque tem um emprego das 9 às 4. Eu percebo, são muitas horas, né?
Saí furioso.
E hoje dei comigo a pensar que devia ter usado uma linguagem mais "bestial" pois acho que a besta não sabe o que quer dizer ludibriar.


quinta-feira, abril 19