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terça-feira, abril 24

dia do design # Almada Negreiros II

ALMADA NEGREIROS E O CARTAZ PUBLICITÁRIO
exposição portuguesa em sevilha

A imagem representada no cartaz aqui apresentado foi prémio do concurso de cartazes para a Representação Portuguesa na Exposição de Sevilha de 1929. O objectivo a que o autor se propôs, e conseguiu com este vencer o concurso, foi marcar a Exposição de Sevilha em Portugal de uma forma popular e artística, fazendo com que esta forma de propaganda se tornasse no suporte gráfico da época com maior visibilidade do Estado Novo.
A imagem feminina aqui representada caracteriza um personagem característico do panorama social da época, uma varina. Esta representação adopta uma forma estilizada segurando um escudo com as cinco quinas da república portuguesa, era uma original alusão ao real, obedecendo às características por todos seguidas na década de propaganda ao Estado Novo, através de uma relação evidente com os símbolos nacionalistas através da representação das quinas da bandeira nacional.
Este cartaz foi desenhado no ano anterior ao da exposição em terras espanholas, tendo então, sido impresso e publicado no ano da exposição, do qual foram impressos 5000 exemplares na Empreza do Bolhão, no Porto. Este cartaz faz parte da colecção de cartazes publicitários da Empreza do Bolhão, actualmente propriedade do grupo Higifarma. Esta colecção é extremamente significativa e representativa do que se fazia na época em termos gráficos e é um espelho da sociedade da primeira metade do século XX.
Utilizou-se como técnica de impressão a Litografia, numa época em que a Empreza do Bolhão passava por um período de modernização a nível de impressão.
Este cartaz comemorativo tinha um formato de 99x70, o que significa que já por esta altura se tinham preocupações para com o desperdício de papel utilizando já então um formato standard na impressão deste tipo de cartazes.
Como se percebe pelo mapa cromático utilizado na concepção do cartaz, percebe que o autor tentou também representar o que o nosso país tem de melhor: o sol, aqui simbolizado pela enorme mancha de amarelo, um tom quente por excelência, e o mar, caricaturado pela mancha de azul.
© C.R. 2007


Cartaz para a “Exposição Portuguesa em Sevilha”.
Colecção da “Empresa do Bolhão”.

Ano: 1929

sábado, abril 21

Pior que apanhar trânsito na ponte!


Entrei no edifício das Finanças por volta das 15h. Tirei a minha senha e dirigi-me ao piso 2.
Esperei mais ou menos 20 minutos. Quando me chamaram, nem me deram tempo para dizer boa tarde, indicaram-me logo o balcão do lado.
- O sr. tem que se dirigir ao IMT. Isto não é IMI.
- Mas eu...
- Sim, eu percebo. É com o meu colega. Vou transferi-lo.
- Mas...
- A seguir. Número cinquenta e sete. Senha "A57"!
Esperei mais uma hora e meia.
Qunado me dirigi ao balcão do lado, diz-me aquela fantástica besta que me atendeu.
- Ah, pois... isto é com a minha colega do IMI.
- Nem quero saber e vou fingir que não ouvi! Depois de quase hora e meia à espera afinal o sr. diz-me que é aqui ao lado?
- Ah pois, eu percebo. Deixe-me falar com o meu chefe.
E lá esperei eu mais uns largos minutos.
Conclusão:
Para resumir, o tal chefe, mais uma besta, insinuou que havia um erro de inserção de dados.
E pergunto eu:
- Afinal quem insere os dados nos computadores? Sou eu que entro pelo balcão dentro ou são aquele rebanho de bestas que passam os dias a chupar os euros que eu desconto do meu ordenado?
Depois de uns tons de voz mais elevados, da parte a parte, claro, só não chamei o chefe da repartição de finanças por... sei lá! Tinha fome, isso sim. Queria era sair dali o mais depressa possível.
Depois de ter resolvido o problema inicial e depois de me terem arranjado mais 3 ou 4 para resolver diz a primeira besta:
- Ah então boa tarde e desculpe lá a confusão é que estamos no fim do dia.
- Meu amigo, para mim o fim do dia não é às 4 e meia da tarde. E se o sr. está cansado eu também estou. E tenho a certeza que já almoçou. E eu estou praticamente em jejum e não me viu chegar aqui e começar a insunuar que tentei ludibriar o estado português. E mesmo que eu não estivesse cansado, não sou obrigado a levar com o seu mau humor só porque tem um emprego das 9 às 4. Eu percebo, são muitas horas, né?
Saí furioso.
E hoje dei comigo a pensar que devia ter usado uma linguagem mais "bestial" pois acho que a besta não sabe o que quer dizer ludibriar.


quinta-feira, abril 19

terça-feira, abril 17

futebóis # Posso dizer foda-se, nao posso?

A lagartagem deu 4! Ainda o jogo não tinha começado já estavam a ganhar (quero ver o que acontece com o Glorioso quando formos à Madeira).
A lagartagem limpou o Beira-Mar, o Glorioso quase que nem empatava!
A lagartagem ganhou ao Braga, o meu Benfica empatou outra vez! É certo que ainda não perdemos em casa, mas em empates somos os melhores do camponato!
Resta-nos não perder mais pontos e conseguir recuperar o 2º lugar!
Ah, e para ajudar... os espanhóis do Espanyol de Barcelona acabaram com o sonho europeu do Benfas!
Este ano desconfio que vai acabar mal, ai vai, vai!
A boa notícia vem do clube da terra. Uma vitória por 2-1, com o primeiro golo a ser apontado pelo "Miúde", com remate fora da área. Na minha opinião aquilo foi casual. Ele estava ali a passar dentro do campo e a bola bateu-lhe violentamente no pé e... tunga! Golo.

segunda-feira, abril 16

dia do design # Almada Negreiros I

ALMADA NEGREIROS
o artista multifacetado

José Sobral de Almada Negreiros (fig. 01) nasceu em São Tomé e Príncipe a 7 de Abril de 1893 e morreu em Lisboa a 15 de Junho de 1970.
cional de Lisboa, que oferecia o ensino mais moderno da altura. Nesta escola, consegue um espaço, onde irá desenvolver o seu trabalho, publicando ainda nesse ano, o seu primeiro desenho na revista A Sátira. Dois anos mais tarde, aprese
nta nesta escola, a sua primeira exposição individual composta de 90 desenhos. Neste evento cultural trava conhecimento com Fernando Pessoa, e juntamente com este e com Mário de Sá Carneiro edita a Revista Orpheu (1915).
Por esta altura, Almada publica nesta revista um texto muito polémico para a época, com o intuito de mudar a mentalidade e a sociedade da época: o Manifesto Anti-Dantas. Este manifesto surge como resposta à provocação feita por Júlio
Dantas, médico, poeta, jornalista e dramaturgo, que sendo a maior figura da intelectualidade da época afirma que a revista é feita por gente sem juízo. Para além desta sua colaboração na Orpheu e após a extinção desta, surge, no anos de 1917, uma nova revista , a Portugal Futurista (fig. 03), que se assemelhava em muito aos conteúdos e ideais da primeira.
A Portugal Futurista foi publicada em Lisboa, uma única vez, sob a direcção de Carlos Filipe Porfírio, que pretendia que a revista fosse o porta-voz do movimento futurista português, que com ela despontava. Curiosamente esta revista foi apreendida à saída da tipografia.
Para além de escritor, Almada Negreiros destacou-se também nas artes plásticas, nomeadamente na pintura. Destacam-se da obra pictórica do autor os Painéis da Gare Marítima da Rocha Conde de Óbidos, o retrato de Fernando Pessoa, os trabalhos para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima (mosaico e pintura) e os seus auto-retratos (fig. 02).
Pintor do advento do cubismo, a sua actividade artística estendeu-se ainda à tapeçaria, à decoração e ao bailado.

Após passagens por Paris e Espanha, curiosamente acaba por falecer no mesmo quarto do Hospital de São Luís dos Franceses, onde também tinha morrido Fernando Pessoa.

© C.R. 2007

fig. 01 _ Almada Negreiros

fig. 02 _Auto-retrato
Óleo sobre tela 48x38 cm
1927

fig. 03 _ Revista “Portugal Futurista”
1º e único número
1917